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Caso Giovanna: Suspeito obrigou companheira a limpar casa após cometer o crime, diz polícia

Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba
Giovanna foi morta em 2006 (Foto: Reprodução)
Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba

Luiz Henrique de Oliveira

23/02/26
às
8:56

- Atualizado há 2 minutos

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O homem preso na última quinta-feira (19), suspeito de matar Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, em 2006, teria obrigado a própria companheira a limpar a casa logo após cometer o crime, segundo a Polícia Civil. A informação foi confirmada pela delegada Camila Cecconello, responsável pela investigação que levou à prisão de Martonio Alves Batista, de 55 anos, quase 20 anos após o assassinato.

Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, enquanto vendia rifas escolares nas proximidades de casa. Dois dias depois, o corpo da menina foi encontrado em um terreno baldio, envolto em sacos plásticos e amarrado com fios elétricos. As roupas estavam em outro lote próximo. A perícia apontou morte por asfixia mecânica, além de sinais de violência sexual.

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De acordo com as investigações atuais, Martonio atraiu a criançam que morava na mesma vizinhança, até a residência onde vivia com a esposa. No local, teria cometido o abuso sexual e, temendo ser denunciado, matou a vítima.

Conforme a delegada, no dia do desaparecimento ele estava sozinho na casa. Quando a polícia foi até o endereço na época, encontrou indícios suspeitos, como mancha de urina em um colchão. No entanto, quando a perícia retornou ao imóvel, o local já havia sido limpo e o colchão não estava mais lá. “A companheira dele limpou a residência e retirou o colchão. Isso prejudicou a coleta de provas naquele momento”, explicou a delegada.

Ainda segundo a investigação, um fio elétrico apreendido na casa do suspeito apresentava a mesma marca e dimensão do material usado para amarrar a menina. Também foram encontradas sacolas de mercado semelhantes às que estavam junto às roupas da vítima.

Confissões usadas como ameaça

A reviravolta no caso ocorreu após duas mulheres procurarem a Delegacia de Homicídios. Uma delas relatou ter sido abusada pelo suspeito quando tinha entre 9 e 12 anos, período em que ele morava em Quatro Barras. Segundo a polícia, Martonio confessava o assassinato de Giovanna como forma de ameaça para silenciar as vítimas.

“Ele dizia que já tinha feito muito mal a uma menina chamada Giovanna e que poderia fazer o mesmo caso elas contassem algo”, afirmou a delegada.

Anos depois, ao ver que o suspeito havia sido preso em 2018 por importunação sexual, após instalar câmeras em uma pastelaria de sua propriedade, uma das vítimas decidiu denunciar os abusos sofridos e revelou as ameaças relacionadas ao caso Giovanna. A partir desses relatos, o inquérito foi desarquivado.

Na época do crime, um grupo de ciganos que morava nas proximidades chegou a ser indiciado e levado a júri popular, mas foi absolvido por falta de provas. As novas investigações apontam que eles não tinham qualquer relação com o homicídio.

Preso em Londrina, no Norte do Paraná, Martonio foi interrogado, mas permaneceu em silêncio. Segundo a delegada, ele afirmou que só irá se manifestar em juízo. O caso, que marcou o Paraná em 2006, volta agora ao centro das atenções com novos elementos e a expectativa de responsabilização criminal após quase duas décadas.

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