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DE OLHO NA ALEP

“Cartas do baralho estão marcadas”, diz Freitas sobre parecer de relator que pode levar a sua cassação

Para o parlamentar, o procedimento teria motivação política
(Foto: Reprodução de vídeo)
Para o parlamentar, o procedimento teria motivação política

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

03/03/26
às
12:16

- Atualizado há 11 segundos

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O deputado estadual Renato Freitas (PT) reagiu, na tarde desta segunda-feira, ao parecer prévio apresentado no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que rejeitou o arquivamento do processo relacionado a uma briga ocorrida em novembro do ano passado no Centro de Curitiba. Para o parlamentar, o procedimento teria motivação política.

“Foi um relatório, mas as cartas são de um baralho marcado. Desde que anunciamos a corrupção, sobretudo no caso de Ademar Traiano, o processo de perseguição foi permanente e hoje a Comissão de Ética foi institucionalizada com esta finalidade, de me punir como retaliação”, afirmou.

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O parecer foi apresentado pelo relator Márcio Pacheco (PP), que afastou a hipótese de arquivamento e determinou o avanço para a fase de instrução probatória. Freitas, no entanto, questiona a imparcialidade do relator. Segundo o deputado, há um histórico de embates com Pacheco. “É público que houve um desentendimento. Eu o chamei de coronel de meia pataca porque ele orientou um assessor a ficar rindo de mim e tentando me ridicularizar durante a leitura de um projeto muito importante. Eu confrontei e houve uma discussão, o que já o faria suspeito para ser o relator”, declarou.

Freitas também ressaltou que o parlamentar já apresentou pedidos de cassação contra ele anteriormente. “Isso demonstra que ele não é imparcial.”

Assista ao vídeo:

Sobre o confronto

Sobre o episódio que originou o processo, envolvendo o manobrista Wesley de Souza Silva, o deputado sustentou que as imagens reforçam sua versão. “Em uma briga ninguém tem razão por todos os ângulos, mas aquele que iniciou não pode ser visto como vítima. As imagens demonstram que ele estava em uma manobra ilegal, não dando oportunidade de ver o carro. Ele tocou o carro propositadamente por causa política ou outra motivação criminosa. Me chamou de ‘noia’ e ‘lixo’. Ele estacionou e veio correndo. Fui ao encontro dele para evitar que acontecesse perto da minha companheira, que estava grávida”, afirmou.

Freitas disse ainda que não se opõe à oitiva da outra parte. “Não tenho problemas com a presença do Wesley na Assembleia. Teria perguntas a fazer.”

Arrependimento

Apesar das críticas ao processo, o parlamentar admitiu arrependimento pela situação. “Hoje me arrependo. Faltou paz de espírito para não entrar em um conflito desnecessário. Mesmo tendo motivo para estar no conflito, com certeza me arrependo.”

O deputado também relacionou o avanço das representações ao cenário político na Casa. “Não há dúvida alguma. Somos oposição à maioria esmagadora dos deputados. Como confrontamos o presidente eleito por eles na época, pedindo assinatura de CPI e cassação, não há razão jurídica para cassação do meu mandato”, declarou.

Ele acrescentou que, mesmo no caso do conflito físico, seria necessário comprovar ausência de legítima defesa e vínculo com o exercício do mandato. “Eu não estava no exercício. Estava vindo de uma ecografia.”

O Conselho de Ética deve ouvir Renato Freitas e outras partes envolvidas nos próximos dias, dando sequência à fase de instrução. O desfecho poderá resultar em penalidades que vão de advertência até eventual pedido de cassação do mandato, a depender da deliberação final do colegiado e do plenário.

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