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Vereadores votam na segunda-feira projeto que obriga guia curta, focinheira e até microchip em cães em Curitiba

Projeto retorna ao plenário para segundo turno com emendas que alteram campanhas educativas e destino das multas
Segundo turno terá votação de duas emendas ao projeto que muda regra da condução de cães em Curitiba. (Foto: Jean Lucredi/CMC)
Projeto retorna ao plenário para segundo turno com emendas que alteram campanhas educativas e destino das multas

Redação Nosso Dia

01/03/26
às
14:02

- Atualizado há 2 minutos

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A Câmara Municipal de Curitiba retoma, na próxima segunda-feira (2), a votação do projeto de lei que atualiza as normas para condução de cães em espaços públicos da capital. A proposta já foi aprovada em primeiro turno no dia 10 de fevereiro, mas a votação final acabou adiada após pedido do Sindicato dos Guardas Municipais de Curitiba (Sigmuc). Agora, o texto retorna ao plenário com duas emendas.

De autoria do vereador Jasson Goulart (Republicanos) e com coautoria de Andressa Bianchessi (União), Meri Martins (Republicanos) e Rafaela Lupion (PSD), o projeto recebeu 33 votos favoráveis no primeiro turno. A proposta revoga a Lei Municipal 9.493/1999, em vigor há quase três décadas, substituindo o modelo baseado na classificação de “raça perigosa” por critérios que consideram porte, potencial de dano, bem-estar animal e responsabilidade do tutor.

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Durante a primeira votação, o tema mobilizou 18 vereadores no debate em plenário e também gerou manifestações da sociedade civil. O adiamento ocorreu para permitir a apresentação de emendas ao texto. A discussão será transmitida ao vivo pelo YouTube.

O que prevê o projeto

O texto aprovado em primeiro turno determina que todos os cães devem circular em ruas, praças e parques com coleira e guia adequadas ao porte, exceto em áreas cercadas destinadas à interação controlada. Também proíbe o uso de coleiras consideradas aversivas, como as que possuem mecanismos cortantes, perfurantes ou que provoquem descarga elétrica.

Para cães com mais de 20 quilos, a proposta exige guia curta e resistente, com até dois metros, além de contenção complementar pelo pescoço, vedado o uso exclusivo de peitoral. Já os animais classificados como de alto potencial de danos deverão utilizar focinheira, guia curta e contenção adicional, além de cadastro com identificação eletrônica, por meio de microchip, nos casos previstos.

O regime de penalidades inclui advertência, multa de R$ 3 mil por animal — com aumento em caso de reincidência — e apreensão quando houver risco iminente à segurança pública. No texto aprovado inicialmente, os valores das multas seriam destinados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).

O que muda com as emendas

As emendas que serão analisadas mantêm as regras principais de condução, mas promovem ajustes na aplicação da lei.

Uma das propostas prevê a realização de campanhas educativas e instalação de sinalização informativa sobre condução responsável, incluindo orientações sobre uso de guia, coleira e focinheira, quando necessário.

A outra emenda altera o destino dos recursos arrecadados com multas, permitindo que, além do FMMA, parte dos valores seja direcionada ao Fundo Municipal de Segurança Pública (FUMSEP), com o objetivo de apoiar ações de fiscalização, estrutura e capacitação da Guarda Municipal.

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