
- Atualizado há 4 anos
Um projeto de lei da Mesa Diretiva da Câmara Municipal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, quer aumentar de 11 para 15 o número de vereadores da cidade. Além disso, outros projetos em tramitação preveem o pagamento de férias e de 13° salário aos parlamentares, prefeito e vice-prefeito, o que não acontece atualmente. Alguns moradores protestam contra a medida, pelo aumento nos gastos públicos que traria.

Segundo o projeto, a lei sobre o aumento de cadeiras entraria em vigor em 01 de janeiro de 2025, portanto a partir da próxima legislatura. A previsão era para a votação acontecer na segunda-feira (6), entretanto após repercussão negativa houve um pedido de vistas e adiamento para as próximas semanas.
Para o presidente da Câmara Municipal de Campo Largo, o vereador Pedrinho Barausse, o aumento no número de vereadores se dá por uma demanda populacional da cidade.
“No ano 2000, a gente tinha 15 vereadores, com 80 mil habitantes. Então, houve uma diminuição no número de vereadores e hoje, que nós estamos com 140 a 150 mil habitantes, acreditamos que seja o número ideal de 15 cadeiras. Se fosse pela lei, seriam 19 vereadores, tem cidades com menos habitantes que têm mais parlamentares”, afirmou Pedrinho em entrevista ao Portal Nosso Dia.

Questionado pelo Portal Nosso Dia se a população tem que ser ouvida, já que moradores afirmam que 11 vereadores é suficiente, o presidente da Câmara garantiu que isso acontecerá.
“Nós retiramos a votação de pauta e vamos ouvir a população com toda certeza. Eu penso que o vereador, tudo depende dele. Tem que trabalhar para se reeleger. Se analisar bem, é algo que depende dele para fazer o trabalho. Eu acho que cabe esse aumento, para um trabalho mais efetivo, mas não sou o dono da verdade”, disse.
Os outros projetos em tramitação preveem o pagamento de décimo terceiro salário e férias aos vereadores, a partir da próxima legislatura, e para prefeito e vice-prefeito, de forma imediata. “Houve um pedido de vistas, para se ter mais detalhes sobre o impacto econômico. Os projetos devem retomar à pauta nas próximas semanas, para saber se vão para votação ou não”, concluiu Pedrinho.
Conforme levantamento do Portal Nosso Dia, quatro vereadores são contra o projeto e sete a favor. O vereador sargento Leandro Chrestani, que é contra o aumento, acredita que existem outras prioridades para Campo Largo. “Eu particularmente sou contra, tanto pelo aumento como o pagamento de décimo terceiro e férias, pelo momento que estamos passando. Acho que devemos ter um plano de retomada econômica e não esse tipo de despesa”, pontuou.

Para o vereador, projetar o aumento de vereadores para 2025 é ainda mais temerário. “Não saberemos como estará a situação econômica da cidade. Eu acredito em focar na qualidade e não na quantidade. De fato, em onze, acumula para o vereador, mas o foco tem que ser na qualidade e não na quantidade”, enfatizou.
A vereadora Rosicleia Oliveira da Silva também se diz contrária ao aumento, julgando não ser necessário. “Eu faço parte da Mesa e não assinei esse projeto. Não sou favorável, porque o que a Câmara economiza é devolvido a Prefeitura e a nossa cidade precisa de tantas melhorias. O dinheiro que seria gasto com isso, beneficiará a população. Sou totalmente contra”, pontuou.
Para ela, daria até para diminuir o número de parlamentares. “Eu estou no meu terceiro mandato e acho que dava até para diminuir. O vereador tem gasto com assessor e outras despesas. O custo de um gabinete é alto, então é muito dinheiro”, concluiu.
Atualmente, o prefeito de Campo Largo recebe R$ 20.243,45, o vice-prefeito R$ 8.300,75, o Presidente da Câmara Municipal R$ 13.019,43 e os vereadores da Câmara Municipal R$ 9.530,21.
O Portal Nosso Dia seguirá acompanhando a tramitação dos projetos na Câmara Municipal de Campo Largo.