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O cabeleireiro e influenciador Cristiano do Nascimento Galego, conhecido como “Rei das Loiras”, afirmou que já ressarciu clientes que registraram boletins de ocorrência contra ele em Curitiba, e até mesmo outras que ainda não o fizeram, e atribuiu a falha na prestação de serviços a problemas psiquiátricos e pessoais enfrentados recentemente. O profissional é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por suspeita de estelionato.
De acordo com a PCPR, o caso reúne ao menos 26 vítimas formalmente identificadas. As denúncias apontam que clientes teriam pago antecipadamente por pacotes de mechas capilares, divulgados nas redes sociais do influenciador, que soma mais de 1 milhão de seguidores, mas não receberam o serviço contratado. Os pagamentos eram feitos, principalmente, via PIX, para garantir agendamento em um salão localizado no bairro Cristo Rei, na capital.
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Em entrevista, Cristiano Galego reconheceu que houve falhas nos atendimentos, mas afirmou que as situações já estão sendo resolvidas. “Essas 26 reclamações estavam sim corretas e fizemos nosso papel de honrar com todas e mais um pouco para mostrar que o Cristiano Galego vai voltar com tudo”, disse. Segundo ele, mais de R$ 70 mil já foram devolvidos a clientes, e outras pessoas optaram por reagendar os serviços.
O cabeleireiro atribuiu os problemas a um período de instabilidade emocional. “Eu não prestei os atendimentos porque eu estava incapaz. Passei por processo de separação, tive problemas financeiros e um ataque cibernético. Meu psicológico estava afetado”, afirmou. Ele também disse que pretende inaugurar um novo espaço em Curitiba e retomar as atividades.
A defesa de Galego, representada pelo advogado Igor Ogar, sustenta que não houve intenção de cometer crime. “O estelionato exige dolo, ou seja, a vontade de obter vantagem prejudicando alguém. Ele enfrentava problemas de saúde graves, com impactos psiquiátricos, o que comprometeu sua capacidade naquele período”, declarou.
O advogado afirma ainda que todas as pessoas que buscaram ressarcimento foram atendidas. “Temos comprovantes de dezenas de pagamentos e estornos. Foram 26 boletins de ocorrência, mas cerca de 57 devoluções realizadas”, disse. Segundo ele, eventuais cobranças consideradas abusivas ou exposição pública do caso também poderão ser questionadas judicialmente.
Apesar das justificativas, a Polícia Civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilidade criminal. Conforme a corporação, o crime de estelionato ocorre quando há obtenção de vantagem financeira mediante fraude, o que ainda será analisado no inquérito.