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Novos detalhes esclarecem a dinâmica do atropelamento que matou uma banhista de 55 anos na faixa de areia da Praia de Caieiras, em Guaratuba, no Litoral do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vítima era esposa de um amigo do motorista preso em flagrante, o que reforça a tese de homicídio culposo quando não há intenção de matar, com agravante da embriaguez ao volante.
De acordo com a delegada Anna Karyne, a ocorrência teve início após uma chamada informando sobre uma briga generalizada no local. Policiais foram acionados para dispersar os envolvidos e, ao chegarem, encontraram um cenário de confusão. Durante esse momento, um motorista que conduzia uma Pajero acabou atingindo a mulher.
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“No primeiro momento, foi feita a prisão e também a salvaguarda da vida dele, porque havia uma tentativa de linchamento”, explicou a delegada. Conforme a Polícia Civil, cerca de 40 pessoas tentaram agredir o condutor, o que exigiu intervenção policial para garantir a segurança no local.
Na delegacia, os investigadores buscaram entender a relação entre autor e vítima. Testemunhas relataram que dois casais de amigos, entre eles o motorista e a mulher atropelada, estavam juntos em um bar. Após a ingestão de bebida alcoólica, os dois rapazes do grupo teriam se envolvido em um desentendimento com outro grupo, sem motivo aparente, que rapidamente evoluiu para uma briga generalizada.
Ainda segundo a delegada, no calor da confusão, o motorista entrou no carro para tentar deixar o local. “Dá para ver que tentam tirá-lo do veículo. Ele dá ré, atinge carros estacionados e, quando segue para a frente, acaba atingindo a mulher, passando com as rodas sobre o corpo dela”, detalhou.
A Polícia Civil concluiu que não há indícios de intenção de atropelar a vítima. Por isso, o motorista foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante, já que apresentava sinais de consumo de álcool. “Pelos dados e por se tratar de pessoas conhecidas, não há provas de dolo. Se houvesse intenção, seria homicídio doloso, o que não se confirmou”, afirmou a delegada.
O caso segue sob investigação para a conclusão do inquérito.