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Autonomia após o AVC: reabilitação e cirurgia podem devolver qualidade de vida

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o cérebro, o que pode causar a morte de células cerebrais e deixar sequelas motoras, cognitivas e de fala
Foto: Divulgação
O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o cérebro, o que pode causar a morte de células cerebrais e deixar sequelas motoras, cognitivas e de fala

Por Assessoria

07/04/26
às
17:12

- Atualizado há 15 segundos

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No Dia Mundial da Saúde (7 de abril), que neste ano destaca a importância da cobertura universal, o debate sobre acesso ao cuidado ganha uma dimensão que vai além do atendimento emergencial. No caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC), garantir qualidade de vida passa também pela continuidade do tratamento, com reabilitação e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas que podem devolver autonomia e independência ao paciente.

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o cérebro, o que pode causar a morte de células cerebrais e deixar sequelas motoras, cognitivas e de fala. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e alimentação inadequada — muitos deles relacionados ao estilo de vida e passíveis de prevenção.

De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de AVC, mais de 300 mil novos casos da doença são registrados por ano no país. Embora mais comum em idosos, a condição também atinge adultos mais jovens. Estimativas de entidades de saúde indicam que entre 10% e 15% dos casos ocorrem antes dos 50 anos. As mortes provocadas por AVC ficam em torno de 100 mil por ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

Os números reforçam não apenas a importância de campanhas de diagnóstico precoce, mas também a necessidade de ampliar o acesso a informações sobre abordagens que ajudem a recuperar a qualidade de vida de quem é afetado pelo AVC — hoje uma das principais causas de morte e incapacidade no país.

O tema dos tratamentos, no entanto, é pouco difundido, de acordo com o médico Ivan Kuhn, ortopedista do Hospital Angelina Caron (HAC), na Região Metropolitana de Curitiba. “Ainda existe muito desconhecimento sobre essas possibilidades. São poucos os cirurgiões que realizam esses procedimentos, e muitos pacientes acabam recebendo o diagnóstico de sequela definitiva sem uma avaliação mais aprofundada sobre o potencial de melhora”, explica.

Alternativas viáveis para casos avançados

As abordagens, diz o especialista, incluem procedimentos cirúrgicos ortopédicos que atuam diretamente nos músculos, tendões e nervos afetados. As técnicas vão desde alongamentos musculares e liberações articulares até intervenções mais específicas, como neurectomias e transferências tendinosas, com o objetivo de reduzir a espasticidade (contração involuntária) e melhorar a função dos membros.

“Essas cirurgias são indicadas, principalmente, para casos mais graves, em que a reabilitação e a aplicação de toxina botulínica já não apresentam resposta satisfatória”, reforça Kuhn. “Quando bem indicada, apesar de não recuperar a totalidade do movimento, a cirurgia melhora a capacidade funcional e facilita a realização das atividades de vida diária”, acrescenta o médico, que é responsável pelos procedimentos no HAC. Com efeitos permanentes, os resultados começam a ser percebidos a partir de dois meses do pós-operatório.

Reabilitação associada

A reabilitação precoce e conduzida por uma equipe multidisciplinar — com profissionais como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais — tem papel fundamental na recuperação. Segundo o médico, esse acompanhamento ajuda o paciente a reconhecer os ganhos obtidos com a cirurgia e a atingir o melhor nível funcional possível após a intervenção.

“A cirurgia deve sempre estar associada à reabilitação, pois é essa combinação que potencializa os resultados”, afirma. “Além disso, é fundamental manter a imobilização quando indicada, cuidar adequadamente dos curativos e comparecer aos retornos com a equipe médica”, completa.

 

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