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Associação Nosso Atlético pede afastamento de Petraglia por conduta considerada imoral

Grupo de sócios protocolou pedido de suspensão preventiva e abertura de processo disciplinar contra o presidente do Athletico Paranaense, após gesto obsceno feito à torcida na Arena
(Foto: Divulgação Athletico Paranaense)
Grupo de sócios protocolou pedido de suspensão preventiva e abertura de processo disciplinar contra o presidente do Athletico Paranaense, após gesto obsceno feito à torcida na Arena

Redação Nosso Dia

26/07/25
às
8:14

- Atualizado há 9 meses

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A Associação Nosso Atlético formalizou nesta semana um requerimento à Câmara de Ética e Disciplina do Athletico solicitando a suspensão imediata e a destituição de Mario Celso Petraglia da presidência do clube. A iniciativa partiu de nove sócios, entre eles nomes conhecidos do ambiente interno do Furacão, como o ex-presidente do Conselho Deliberativo, José Henrique de Faria, o ex-diretor Roberto Karam, além dos conselheiros Murilo Santos e Fernando Azevedo.

O pedido tem como base um episódio ocorrido em 28 de janeiro deste ano, após a partida entre Athletico e Cianorte, na Ligga Arena. Na ocasião, Petraglia, posicionado na Tribuna de Honra, teria feito um gesto obsceno em direção à torcida. Segundo o texto protocolado, o dirigente “mostrou o dedo do meio para a torcida ali presente, mandando todos, indistintamente, idosos, mulheres, jovens e crianças para um lugar inadequado”. O grupo alega que o episódio “ganhou repercussão nacional, transmitido por rádios, TVs e pela internet”.

Ainda segundo os autores do requerimento, a postura de Petraglia compromete a imagem institucional do clube. “Fez com que a maior representação do Athletico Paranaense, na figura do Presidente do Clube, se mostrasse um sócio e, ao mesmo tempo, um dirigente indigno de frequentar a casa que leva o seu próprio nome”, aponta o documento. “Praticou o Sr. Mário Celso Petraglia o maior desrespeito já visto de um dirigente de Clube para com o seu valor maior: a própria torcida”.

A Associação também critica a ausência de um pedido de desculpas público por parte do presidente. Conforme consta na argumentação, Petraglia teria se limitado a trocas privadas de mensagens com pessoas próximas, nas quais se dizia “arrependido, porém agredido”.

O texto também aponta que esse não seria um caso isolado. Segundo o requerimento, há registros anteriores de comportamentos considerados desrespeitosos por parte do dirigente, como durante uma reunião do Conselho Deliberativo realizada em 17 de fevereiro deste ano, quando, segundo os autores, Petraglia teria mandado o conselheiro Fernando Azevedo “calar a boca”, além de proferir ameaças diante de outros presentes.

Com base no Estatuto do clube, os requerentes indicam possível violação dos artigos 14 e 15, que tratam da conduta ética, moral e da preservação da imagem institucional. “Praticar ato que atente contra a lei, a moral e os bons costumes ou contra a imagem, tradições ou patrimônio do clube” é um dos trechos citados.

No documento, a Associação ainda compara o caso a uma punição recente, aplicada pela mesma Câmara de Ética, a dois torcedores que discutiram com um segurança do clube em um voo da delegação rubro-negra. Ambos tiveram seus acessos suspensos de forma imediata. “A mesma medida deve ser aplicada a qualquer associado, independentemente do cargo que ocupa”, defendem.

Nota oficial

Em nota divulgada nesta semana, a Associação Nosso Atlético cobrou igualdade de tratamento por parte da Câmara de Ética. No texto, o grupo critica o “peso diferente” nas punições a torcedores e dirigentes.

“É inadmissível que a cobrança tenha pesos diferentes, dependendo de quem comete o ato”, afirma a nota.
“O gesto obsceno feito por quem representa institucionalmente o clube ainda não teve nenhum tipo de julgamento ou retratação oficial. O silêncio é grave e a omissão, perigosa”, completa.

A entidade reforça que continuará cobrando por “transparência, coerência e justiça” e encerra o texto com um recado direto: “O Furacão é da torcida. O respeito tem que valer para todos.”

A Câmara de Ética e Disciplina do Athletico ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido.

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