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As peças de Ratinho Júnior na disputa para fazer a sucessão em 2026

Ratinho Júnior passa a ocupar, de forma ainda mais evidente, o papel de principal fiador do processo sucessório
(Foto: Reprodução)
Ratinho Júnior passa a ocupar, de forma ainda mais evidente, o papel de principal fiador do processo sucessório

Redação Nosso Dia

26/03/26
às
15:26

- Atualizado há 11 segundos

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A decisão do governador Ratinho Júnior (PSD) de permanecer no Paraná e abrir mão de uma candidatura à Presidência da República, somada à filiação do senador Sergio Moro ao PL, reorganizou o tabuleiro da disputa pelo Palácio Iguaçu.

Ratinho Júnior passa a ocupar, de forma ainda mais evidente, o papel de principal fiador do processo sucessório. Com alta aprovação e forte influência sobre a base política, concentra nas mãos a condução do cenário e, sobretudo, a definição de quem será o nome capaz de enfrentar Moro e dar continuidade ao seu ciclo de governo.

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No PSD, as opções expõem tensões internas. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, carrega a força do interior e o capital político de um dos deputados mais votados do Estado, mas não empolga o núcleo mais próximo do governador. Já Guto Silva, preferido do entorno palaciano, enfrenta resistência significativa entre parlamentares, o que dificulta a consolidação de sua candidatura.

Diante desse impasse, ganhou corpo nos bastidores uma alternativa fora do roteiro tradicional: o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel. Embora negue publicamente qualquer movimento nesse sentido, interlocutores admitem que seu nome passou a ser considerado como uma solução de consenso. Nesse desenho, uma reacomodação partidária não está descartada, incluindo a possível migração de Paulo Martins para o PSD.

No MDB, Rafael Greca buscou um caminho seguro para viabilizar sua presença na disputa. Entre os nomes do campo governista, é hoje o que apresenta melhor desempenho nas pesquisas e trabalha para atrair o (improvável) apoio de Ratinho Júnior.

Já a entrada de Moro no PL abriu uma nova frente de negociação no campo aliado. A Federação União Progressista, com tempo de televisão robusto e um dos maiores fundos eleitorais do Estado, passa a ser peça-chave. Nesse contexto, volta ao radar a possibilidade de candidatura própria, com a ex-governadora Cida Borghetti recolocando seu nome no jogo.

Ao fim, o cenário permanece aberto, mas com um eixo claro: a sucessão passa pelas mãos de Ratinho Júnior. Para vencer e evitar que o Palácio Iguaçu caia na mão de Moro, o governador terá que equilibrar interesses, conter fissuras internas e montar uma aliança capaz de sustentar seu legado diante de um adversário competitivo.

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