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A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) de Cascavel, concluiu nesta terça-feira (13) o inquérito policial que indiciou um homem de 42 anos pelo crime de estupro de vulnerável. O nome do suspeito não foi divulgado, mas ele trabalha como artista de rua, desempenhando a função de palhaço, o que motivou um alerta das autoridades devido ao contato frequente com o público infanto-juvenil.
De acordo com as investigações, os abusos começaram em 2016, quando a vítima tinha entre cinco e seis anos de idade. O homem se aproveitava da relação de amizade e confiança que mantinha com a família para ficar a sós com a criança, utilizando o pretexto de convidá-la para assistir a desenhos animados para praticar os atos.
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O caso só veio à tona em 2023, quando a vítima, na época com 11 anos, conseguiu relatar o ocorrido para a mãe. Especialistas explicam que essa demora na revelação é comum em casos de abuso infantil, especialmente quando o autor é alguém em quem a criança confia.
A investigação apontou que a vítima sofreu graves sequelas emocionais ao longo dos anos. Desde os sete anos de idade, a criança apresentava comportamento agressivo, episódios de automutilação e tentativas de tirar a própria vida.
O depoimento da vítima foi colhido por meio de escuta especializada, seguindo todos os protocolos legais, e foi considerado coerente e detalhado pela equipe do NUCRIA.
Histórico e Defesa
O homem já possui outros registros na polícia. Em 2022, ele foi alvo de uma denúncia similar envolvendo outra criança, com o mesmo modo de agir. Por esse caso anterior, ele já responde a um processo judicial que tramita em segredo de justiça.
Em defesa no atual inquérito, o investigado alegou que as acusações teriam motivação política. No entanto, a Polícia Civil descartou essa tese, reforçando a espontaneidade do relato da família e a incapacidade da criança, na época dos fatos, de compreender tais questões.
A ênfase na profissão de palhaço do indiciado foi divulgada pela polícia como uma medida de proteção social, visando alertar pais e responsáveis sobre o risco de exposição de crianças a pessoas com este histórico em ambientes de entretenimento. O caso agora segue para análise do Poder Judiciário.
*Com informações da Catve.com.