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A Arquidiocese de Cascavel divulgou declaração oficial do Arcebispo Metropolitano, Dom José Mário Scalon Angonese, em resposta ao caso que envolve um padre de 41 anos preso por suspeitas de abuso sexual.
O religioso já havia sido afastado de suas funções eclesiásticas em 14 de agosto, logo após surgirem as primeiras evidências. A prisão ocorreu na operação “Lobo em Pele de Cordeiro”, deflagrada pela Polícia Civil por meio do Nucria, e até o momento três vítimas foram formalmente identificadas: uma adolescente à época dos fatos e duas pessoas que já eram adultas.
O processo de investigação apontou que o padre apresentava um “padrão de comportamento predatório” desde 2010, ainda quando era seminarista, e atraía vítimas com presentes, dinheiro, viagens e convites para dormir em sua casa. Também foram apurados indícios de irregularidades na gestão financeira da paróquia onde atuava até 2024, além da prática ilegal da medicina por meio de terapias complementares em consultório próprio.
Em sua fala, Dom José Mário expressou consternação diante da situação e ratificou que “a Igreja busca a verdade e o cumprimento da justiça. Se o padre, de fato, cometeu o delito, ele deve responder por isso.” Ele lembrou que foi instituído um código de conduta abrangente para todos os presbíteros logo após assumir a liderança da diocese. O processo canônico foi aberto imediatamente, com prazo inicial de 90 dias para investigação, e pode ser encaminhado à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, caso os atratos sejam confirmados. Na eventualidade de pedofilia comprovada, a sanção prevista é a “demissão do estado clerical”.
O arcebispo também reforçou a importância da denúncia formal em casos suspeitos e garantiu apoio às vítimas. “É uma atitude positiva da Igreja, de solidariedade, de ajuda e de compreensão e de acompanhamento destas pessoas”, completou.