
- Atualizado há 23 minutos
Em 2025, Araucária registrou 140 casos de esporotricose em animais e 26 casos em pessoas, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os números chamam a atenção para a importância da responsabilidade dos tutores de animais, principalmente de gatos que necessitam de prudência por parte dos responsáveis pelo seu bem estar.
A esporotricose é uma doença comumente conhecida como “doença do jardineiro”, pois é causada por um fungo presente no solo, em plantas e ambientes. Nos gatos, a doença costuma se manifestar por meio de lesões, geralmente localizadas na cabeça do animal. Pode ser transmitida de um animal para o outro por meio de mordida ou arranhões, típica transmissão entre gatos que não vivem sob os cuidados zelosos de seus tutores.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Diante desse cenário, a Prefeitura de Araucária, por meio das Secretarias de Saúde (SMSA) e do Meio Ambiente (SMMA), desenvolve ações contínuas de orientação e monitoramento dos casos de esporotricose e o cuidado com o bem estar animal.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o medicamento necessário para o tratamento tanto de animais quanto de pessoas diagnosticadas com a doença. O tratamento padrão para esporotricose em humanos envolve o uso de antifúngicos sistêmicos, por via oral. Em casos mais graves ou disseminados, pode ser necessária a administração intravenosa de antifúngicos. Neste caso a orientação é realizar uma avaliação por profissionais de saúde.
Como se prevenir?
O controle e a prevenção da doença em ambas as populações exigem medidas similares, incluindo o tratamento adequado dos casos, a educação sobre higiene e prevenção de ferimentos, e o controle ambiental para reduzir a exposição ao fungo causador da doença.
Para animais:
• Evitar contato com fontes contaminadas: Reduzir o contato dos animais com solo contaminado, materiais orgânicos em decomposição e plantas que possam abrigar o fungo. Isso pode incluir limitar o acesso dos animais a áreas onde o fungo possa estar presente.
• Higienização adequada: Manter a higiene dos ambientes onde os animais vivem. Como o fungo causador da esporotricose é resistente à diversos agentes químicos e físicos, o local mais seguro para os animais, principalmente gatos, é dentro de casa, em ambientes não frequentados por gatos desconhecidos.
Para humanos
• Evitar contato direto com animais infectados: Reduzir o contato próximo com animais suspeitos de estarem infectados com esporotricose, especialmente se apresentarem lesões cutâneas. Isso pode incluir evitar manipulação desnecessária de gatos de rua ou animais de estimação com feridas desconhecidas.
• Higienização das mãos: Praticar uma boa higiene das mãos, especialmente após o manuseio de animais, solo ou material orgânico, pode ajudar a reduzir o risco de infecção por esporotricose.
• Proteção ao trabalhar com solo contaminado: Se tiver ligação com atividades que envolvam contato com solo contaminado, como jardinagem ou agricultura, usar luvas e roupas protetoras pode ajudar a prevenir a exposição ao fungo.
Em caso de suspeita de esporotricose em animais, a população pode solicitar informações junto à Ouvidoria da Saúde, pelos telefones 0800-643-7744 (ligação gratuita) ou (41) 3614-7723. Neste setor, a população será acolhida com toda a atenção e direcionada para os órgãos competentes para que a resposta as dúvidas sejam sanadas com qualidade técnica e em tempo oportuno.
*Com informações da Prefeitura de Araucária