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Amigos e ativistas se reuniram na manhã deste sábado (25), no Centro Cívico, em Curitiba, para homenagear o professor e ciclista Aguinaldo Cavalheiro de Almeida, conhecido como Guiga. Ele foi brutalmente espancado durante um assalto, na ciclovia do Rio Belém, e morreu após dois meses de internamento no Hospital Cajuru, no dia 25 de maio. O professor era bastante conhecido e dava aula no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto.
Apaixonado por bicicleta, Guiga recebeu uma homenagem dos amigos na Avenida Cândido de Abreu, quase esquina com a Aristides Teixeira. Eles instalaram uma bicicleta branca para que a memória do professor seja eternizada na capital.
Amigo do professor e conselheiro da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu, Fernando Rosembaum, disse que a homenagem se estende a todos os ciclistas mortos em Curitiba. “Estamos aqui plantando e semeando mais uma bicicleta branca, essa em homenagem a ele, nosso amigo Guinga. Queremos que ele seja lembrando, assim como a Mariana, a Letícia, Marina, a Paula e tantos amigos ciclistas que perdemos na cidade de Curitiba”, lamentou, em entrevista ao Portal Nosso Dia.
Muito embora o professor não tenha sido vítima de acidente de trânsito, os ciclistas também estão mais vulneráveis a ações de roubo, segundo Fernando. “Ele foi vítima da injustiça social, a gente pede para que as pessoas, principalmente, os ciclistas não sejam invisibilizados na sociedade. Para que tenha uma segurança pública, uma ciclo patrulha nas estruturas rodoviárias na cidade, para que a gente não precise perder mais nenhum mártir nessa jornada”, concluiu.
O assalto em que o professor Guiga foi vítima aconteceu em plena luz do dia, próximo ao local onde os amigos colocaram a bicicleta. Os suspeitos levaram a mochila e bicicleta do professor, e antes o espancaram brutalmente. O Boletim de Ocorrência do Corpo de Bombeiros diz que ele sofreu traumatismo craniano. O professor precisou ser internado, onde permaneceu em estado grave no Hospital Cajuru, por cerca de dois meses, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Cerca de 40 pessoas estavam no protesto pacífico, que pediu mais segurança, principalmente, aos ciclistas. Muitos deles conheciam o Guiga e lembraram sobre o perfil gente boa que tinha. “Ele era um cara extraordinário, dedicado a educação, inteligente, um ativista da bicicleta. Até quando viajava, levava a bike. Todos já conheciam ele pela bicicleta, ia dar aula, ia para o colégio de bicicleta. Uma das melhores pessoas que conheci”, lamentou a amiga Cidonia Maria Fort.