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Água volta ao normal em Ponta Grossa após Sanepar eliminar substância que causava gosto e odor

Medidas no tratamento garantem retirada total da geosmina e normalizam abastecimento na cidade
Sanepar eliminou no tratamento 100% da substância que causou sabor e odor na água em Ponta Grossa Foto: Sanepar
Medidas no tratamento garantem retirada total da geosmina e normalizam abastecimento na cidade

Redação Nosso Dia

07/03/26
às
14:12

- Atualizado há 58 segundos

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A água distribuída em Ponta Grossa voltou a apresentar características normais de sabor e odor após ajustes realizados pela Sanepar no processo de tratamento. A companhia informou que conseguiu eliminar totalmente a presença da substância geosmina, responsável pela alteração sensorial percebida por moradores nas últimas semanas.

Segundo a empresa, as mudanças implementadas na Estação de Tratamento de Água de Ponta Grossa (ETA) começaram a apresentar resultados no último domingo (1º). Desde então, as análises laboratoriais indicaram aumento progressivo na eficiência da remoção da substância até atingir nível zero, o que confirma a normalização da qualidade da água distribuída.

A superintendente regional da companhia, Simone Alvarenga de Campos, afirma que a estabilidade do sistema segue como prioridade. Segundo ela, os monitoramentos apontam que a situação provocada pela floração de algas já foi controlada pela operação técnica da empresa. “A população pode ter tranquilidade de que a água tratada continua atendendo aos padrões de qualidade”, destacou.

Fenômeno incomum

De acordo com a bioquímica Cynthia Malaghini, gerente de Avaliação de Conformidades da companhia, o episódio registrado na região foi considerado incomum. O fenômeno ocorreu após uma hiperfloração de cianobactérias na Represa de Alagados, intensificada por fatores climáticos como estiagem e maior incidência de sol.

Normalmente, o volume dessas microalgas na região gira entre 100 mil e 150 mil células por amostra. Neste ano, porém, os índices chegaram perto de 300 mil, elevando a concentração de geosmina a níveis considerados excepcionais.

Apesar de não representar risco à saúde, a substância pode ser percebida com facilidade pelo olfato e pelo paladar humanos. Segundo Cynthia, algumas pessoas conseguem detectar o cheiro ou gosto de terra mesmo em concentrações extremamente pequenas. “É algo comparável a um único grão de açúcar dissolvido em uma piscina olímpica”, explicou.

Ajustes no tratamento

Para enfrentar o problema, a companhia reforçou o uso de carvão ativado na captação de água e ajustou o ponto de aplicação do produto no processo de tratamento. Também foram feitos ajustes na dosagem de dióxido de cloro e redução temporária da captação de água da represa, que passou de 28% para 12% nos momentos mais críticos.

As ações permitiram reduzir gradualmente a presença da geosmina até sua eliminação total no tratamento.

Novas medidas para segurança hídrica

Mesmo com a situação controlada, a Sanepar informou que seguirá adotando medidas para evitar novos episódios semelhantes. Entre elas está a contratação de consultoria especializada para aprimorar os processos operacionais do sistema.

A companhia também pretende perfurar seis novos poços em diferentes regiões de Ponta Grossa, ampliando as fontes de abastecimento e diminuindo a dependência da Represa de Alagados.

Outra iniciativa em estudo, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), prevê o uso de tecnologia canadense que utiliza ondas eletromagnéticas de baixa potência para auxiliar no controle da proliferação de algas no reservatório.

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