
- Atualizado há 4 anos
O agente penal Jorge Guaranho foi até a festa do tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores), Marcelo Arruda, de 50 anos, após ficar sabendo da temática do aniversário durante um churrasco. Guaranho chegou ao local com a esposa e o filho ouvindo uma música de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e começou a discutir com o aniversariante, na noite do último sábado (9), em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná.

“Na investigação durante estes dias, o que podemos perceber, por meio de análises e imagens, além de depoimentos, foi de que na data do dia 9 o Guaranho estava em um churrasco do futebol, onde ingeriu bebidas alcóolicas e tomou conhecimento sobre a festa em um clube ali próximo, por meio de outra testemunha, que tinha acesso às câmeras de seguranças. Quando essa testemunha acessa as imagens, o autor vê, descobre onde é a festa, mas não comenta mais nada”, afirmou a delegada Camila Ceconello, responsável pela investigação do caso.
Conforme a delegada, logo após sair do churrasco o agente penal vai até a festa de aniversário provocando Marcelo Arruda, o que deixa de lado a hipótese de que Guaranho teria até lá para fazer rondas. “Ao sair, o policial penal, com a mulher e criança pequena, vai até a associação e, pelos depoimentos, ele chega até onde ocorre a festa, ouvindo música referente à campanha do presidente Jair Bolsonaro. A vítima foi até ali e se inicia uma discussão, onde as partes discutem por política”, destacou Cecconelo.
De acordo com a delegada, após a discussão Marcelo Arruda joga pedregulhos em direção ao carro de Guaranho, atingindo a família dele. “O autor diz que aquilo era uma humilhação e que ele retornaria, mesmo com a esposa falando que não era pra ir. Ele vai até lá, o portão está fechado, ele entra e aponta a arma para o Marcelo, que também estava armado. Os dois ficam por quatro segundos com a arma apontada, até quando o agente penal atira. Em seguida, mesmo caído, a vítima revida e o atinge com quatro disparos”, concluiu a delegada.
Por fim, durante a coletiva, a delegada afirmou que o agente penal será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, que é a morte por motivo desprezível/repugnante. “Não podemos direcionar para o crime de ódio, porque o autor não foi ouvido e a esposa dele diz que Guaranho voltou porque se sentiu humilhado, não pela questão política. Faltam elementos para caracterizar um crime político”, concluiu.