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Aeroporto Afonso Pena fica em alerta com perigo de faíscas de fogueiras e balões

Uma faísca que se desprende e é levada pelo vento pode provocar incêndios no sítio aeroportuário, causando sérios danos à operação e segurança das pessoas que utilizam o aeroporto ou moram na região.
Uma faísca que se desprende e é levada pelo vento pode provocar incêndios no sítio aeroportuário, causando sérios danos à operação e segurança das pessoas que utilizam o aeroporto ou moram na região.

Redação Nosso Dia

23/06/22
às
11:36

- Atualizado há 4 anos

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Em época de Festa Junina é comum a presença das tradicionais fogueiras de São João, em Curitiba e região metropolitana. No entanto, elas não devem ser acesas nas proximidades de aeroportos. Na região, os de grande capacidade são: o Aeroporto Bacacheri e o Aeroporto Internacional de Curitiba, que fica em São José dos Pinhais.

Balões em aeroportos. Foto: Aeroin

O alerta é justamente nas proximidades. Luís Spanner, responsável pela área de Segurança Operacional da CCR Aeroportos, que administra os terminais, explica que uma faísca que se desprende e é levada pelo vento pode provocar incêndios no sítio aeroportuário, causando sérios danos à operação e segurança das pessoas que utilizam o aeroporto ou moram na região. 

Spanner também alerta que a prática de soltar balões acarreta riscos às operações por eventuais impactos na estrutura do avião. Dados históricos relacionados aos Aeroportos da CCR apontam que o período entre maio e agosto é quando há maior interferência de balões nas operações aéreas.

Proibido

Em 2020, no Aeroporto Internacional de Curitiba foram registradas onze ocorrências de risco baloeiro, somando eventos em que os balões passaram próximos ao sítio aeroportuário e os que foram recolhidos pelas equipes. No ano passado, foram nove registros e, neste ano, já foram contabilizadas três ocorrências. 

Por isso, a concessionária pede a colaboração da população para evitar que incidentes aconteçam, sobretudo nesse período de festas juninas.

“Não temos histórico de acidentes envolvendo balões no Aeroporto Internacional de Curitiba desde que assumimos sua administração, em março este ano. No entanto, essa é uma prática tradicional que potencializa o risco e incêndios e coloca em risco a segurança da aviação. Além disso, é importante ressaltar que o ato de soltar balões se trata de prática ilegal, prevista em lei”, ressalta Spanner. 

Conforme o CENIPA, órgão de prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos, o choque de um balão de 50 kg contra um avião comercial voando a 450 km/h gera um impacto de até 100 toneladas, causando risco de acidentes nas rotas das aeronaves.  

Além disso, de acordo com o Artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Nº9.605), fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios, tanto florestais quanto urbanos, tem pena de um a três anos de prisão ou multa.

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