
- Atualizado há 2 anos
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O empresário Marcelo Francisco da Silva, filmado xingando um frentista de ‘macaco’ e ‘nordestino dos infernos’ na madrugada de sexta-feira (13), em um posto de combustíveis no bairro Boqueirão, em Curitiba, se apresentou no 7° Distrito Policial, em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (16), onde permaneceu em silêncio durante depoimento. Em entrevista à imprensa, o advogado Raphael Nascimento, que representa o suspeito, citou problemas do cliente com álcool e drogas e colocou o alcoolismo como responsável para o que aconteceu.
“Marcelo responderá pelos atos que causou, seja criminalmente seja civilmente. Ele não falará neste momento, mas falará no decorrer do processo. Ele passa por uma situação de alcoolismo e uso de droga. A bebida foi a responsável pelo o que aconteceu, não que justifique. Ele vai pagar pelo o que fez, desde que a acusação não ultrapasse os limites”, afirmou o advogado.
Questionado se não era momento de Marcelo falar à sociedade, até pela repercussão nacional que o caso teve, o advogado Raphael Nascimento explicou que o silêncio é uma orientação da defesa. “No momento oportuno ele vai falar. Ele foi provocado inicialmente. Será relatato tudo o que aconteceu desde o início daquele dia”, concluiu.
Responsável pela investigação do caso, o delegado Nasser Salmen afirmou que está iniciando os trabalhos e que é cedo para se falar em uma medida cautelar contra o suspeito. “Ele se apresentou com dois advogados e permaneceu em silêncio, para falar apenas em juízo. Estamos iniciando o trabalho e não tivemos tempo suficiente para uma melhor análise. É precoce falar em uma medida cautelar”, afirmou.
O delegado ainda disse que o suspeito teria também feito injúrias do lado de fora do posto de combustíveis. “Na parte externa eu não tenho o vídeo, onde ele também teria proferido injúrias ao caixa. O que temos é uma injúria racial e xenofobia contra o povo nordestino”, explicou.

Em apoio ao frentista, os trabalhadores de Curitiba realizaram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (16), onde pediram a prisão do empresário que foi racista contra um trabalhador em um posto de combustíveis no bairro Boqueirão, na última sexta-feira (13). O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos De Serviços de Combustíveis (Sinpospetro), Lairson Sena, afirmou ao Portal Nosso Dia que o ‘canalha’ que praticou o crime tem que estar na cadeia.
“Uma atitude asquerosa e nojenta e nós temos que mostrar toda nossa indignação e nossa insatisfação para a sociedade. O nosso sindicato vai atuar como assistente de acusação para colocar este canalha na cadeia. A gente vem sofrendo constantes assédios, mas o frentista é amigo da sociedade, amigo do motorista. É preciso respeito”, afirmou Sena ao Nosso Dia.
O empresário que aparece cometendo crimes de racismo e xenofobia em um posto de combustível, em Curitiba, não gostou de ser cobrado por um produto aberto. Ele xingou um jovem frentista de ‘macaco’ e ‘nordestino do inferno’. Segundo um colega da vítima, que filmou a cena, o homem ficou furioso quando o trabalhador pediu que ele pagasse um Cup Noodles (macarrão instantâneo), antes de abrir.
“Fazia uns 10 minutos que ele estava lá, xingando todo mundo. O vídeo que eu fiz é só uma parte. Isso tudo porque pedi pra ele se poderia pagar antes o Cup Noodles antes de abrir”, detalha o trabalhador.
O crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira (13), durante um atendimento. Pelas imagens, o agressor entra na loja de conveniência já humilhando e cometendo crimes o frentista.
Eu sou empresário (…) Tenho empresa. Você ganha R$ 4 mil nessa b0st@ eu pago três vezes mais pra tá aqui te chamando de neguinho. Chama o gerente. Nordestino dos inferno. Neguinho, macaco. (…) Vou processar a p0rr@ desse posto. Veio do Nordeste para querer ser gente aqui em Curitiba? Volta pro Nordeste aproveitar aquele sol”, diz o suposto empresário.