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O Tribunal do Júri de Curitiba começa a julgar, nesta segunda-feira (11), a mulher acusada de matar e esquartejar o marido e policial militar, Rodrigo Federizzi. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), Ellen Homiak da Silva Federizzi cometeu o crime em julho de 2016 após suposta discussão a respeito de gastos injustificados do casal. A ré era responsável pela administração das finanças do casal.

Conforme a ação penal, Ellen matou Rodrigo com um tiro nas costas. Após o homicídio, buscando ocultar o crime, esquartejou o corpo da vítima, colocou parte dele em uma mala e outra em embalagens plásticas e seguiu de carro para uma localidade rural em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ali, enterrou a mala em um ponto e as demais partes em outro. Na denúncia, o Ministério Público cita o fato de a ré ter feito meses antes do crime uma falsa comunicação de sequestro e tentativa de estupro da Delegacia da Mulher, na capital. O valor que teria dado motivo ao crime seriam despesas de R$ 46 mil questionadas pela vítima. Foi Ellen, ainda, quem procurou a Polícia Civil para denunciar o desaparecimento do marido.
De acordo com o promotor Marcelo Balzer Correia, a expectativa é de condenação máxima. “A gente pretende a condenação na integralidade, tendo em vista a crueldade em que o crime foi cometido, a violência empregada, a falsidade e a tentativa de enganar não só a Justiça, como a família. Ela não merece nada menos que a condenação máxima”, disse.
Atualmente, Ellen responde pelo crime em liberdade. Segundo a defesa dela, o objetivo é comprovar que o cenário do casal era de violência doméstica e o crime teria sido cometido por ela “não aguentar mais”.
O julgamento começa às 9h30, no Centro Cívico.