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O encontro com os policiais militares que salvaram sua família foi marcado por lágrimas, abraços e muita emoção. Neste sábado (17), ao rever os agentes que atuaram no resgate após uma cabeça d’água no Rio São João, em Guaratuba, o pai Marcelo Zander voltou a sentir o impacto do momento em que acreditou que não conseguiria proteger o próprio filho.
“Quando vi meu filho sendo levado pela água, achei que não sairíamos vivos”, disse Marcelo, com a voz embargada durante o reencontro.
O episódio ocorreu na última quarta-feira (14), quando o que deveria ser um dia de lazer terminou em uma situação extrema. Em poucos instantes, Marcelo, a esposa e o filho, de cinco anos, ficaram isolados no meio da correnteza, surpreendidos pela força repentina da água.
“A água veio muito rápido. Não deu tempo de pensar. Eu segurava meu filho, ele escorregava das minhas mãos, e a força só aumentava”, relembrou.
A esposa tentava ajudar enquanto também lutava para se manter em pé. “A gente gritava por socorro, mas ninguém conseguia chegar perto. Era desesperador”, contou.
Segundo o pai, houve um instante em que o medo tomou conta completamente. “Teve uma hora em que a água já estava cobrindo meu corpo. Eu abracei meu filho e minha esposa e pensei que talvez não saíssemos dali”, afirmou.
A sensação, segundo ele, era de impotência total. “Você percebe que não tem controle nenhum. É só a força da natureza.”
Em meio ao caos, a chegada dos policiais militares Alessandro de Moura Gouveia e Rafael Cabral de Lima, da Patrulha Rural do 9º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (PMPR), representou esperança. “Quando eu vi a farda, senti um alívio que nunca vou esquecer. Foi ali que eu percebi que a ajuda tinha chegado”, relatou Marcelo.
Sem tempo para equipamentos ou protocolos, os policiais entraram imediatamente na água e conseguiram retirar a família da correnteza.
No encontro deste sábado, o clima foi de profunda emoção. Marcelo não conseguiu conter as lágrimas ao abraçar novamente os policiais. “Eu não consegui falar nada. Só abracei. Foi um abraço de gratidão, de alívio e de vida”, disse.
A presença do filho, hoje brincando e em segurança, deu ainda mais significado ao momento. “Ver ele correndo, sorrindo, sabendo que poderia não estar aqui hoje, muda tudo na nossa vida”, afirmou o pai.
Para a família, o encontro com os policiais que fizeram o salvamento simbolizou o fim do trauma e o início da gratidão. “Eles não salvaram apenas três pessoas. Eles salvaram a nossa família inteira, nossos sonhos e tudo o que ainda vamos viver”, declarou Marcelo.
Ao final do encontro, ele reforçou o agradecimento. “Muito obrigado. Sem vocês, eu não teria saído da água. Sem a força de vocês, eu, meu filho e minha esposa não estaríamos aqui hoje.”