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Academia de jovem que agrediu colega diz que não tolera bullying e promete tomar medidas

O posicionamento ocorre após a repercussão do caso denunciado pela mãe da vítima
Escolas (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
O posicionamento ocorre após a repercussão do caso denunciado pela mãe da vítima

Redação Nosso Dia

27/03/26
às
11:21

- Atualizado há 13 segundos

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A academia de jiu-jitsu frequentada pelo adolescente envolvido na agressão a um colega em uma escola particular no bairro Cajuru, em Curitiba, afirmou que não tolera qualquer forma de bullying e que adotará medidas necessárias com a conduta do aluno confirmada. O posicionamento ocorre após a repercussão do caso denunciado pela mãe da vítima, que relatou uma sequência de agressões físicas e verbais dentro da instituição de ensino. A academia não confirma no posicionamento se expulsou o garotou de 13 anos.

Em nota, a academia destacou que o jiu-jitsu é baseado em valores como respeito, disciplina, autocontrole e responsabilidade. “Temos plena consciência de que o bullying é uma realidade que afeta muitos adolescentes e, por isso, não toleramos qualquer forma dessa prática. O tatame é para proteger, equilibrar e construir”, afirmou.

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A instituição ainda garantiu que, diante de situações comprovadas, a atuação será imediata. “Se houver qualquer situação devidamente comprovada com alunos sendo agressores, a escola atuará de forma responsável e firme”, disse.

Relembre o caso

A denúncia veio à tona após a mãe do estudante, Janaína Pinho, procurar a polícia e relatar o que classificou como um episódio grave de violência dentro da escola. Segundo ela, o filho já vinha sendo alvo constante de bullying por parte do outro aluno, que utilizava termos pejorativos e homofóbicos. “Ele chamava meu filho de ‘viadinho’, fazia provocações, jogava beijinho e invadia o espaço dele. É uma discriminação pura”, relatou.

De acordo com a mãe, no dia da agressão o adolescente voltou a provocar o filho, se aproximando de forma insistente e tocando nele, mesmo após tentativas de afastamento. Ainda segundo o relato, o agressor teria chegado a tocar nas partes íntimas do jovem.

Diante da situação, o estudante reagiu com um chute e um empurrão. Na sequência, o outro adolescente teria derrubado a vítima e desferido diversos socos. “O vídeo mostra tudo. Ele levanta meu filho e dá cerca de seis socos. Pegou na mandíbula e deixou vários inchaços na cabeça. Meu filho mal conseguia abrir a boca”, afirmou Janaína.

Após a agressão, o jovem foi encaminhado ao hospital para avaliação médica. O caso foi registrado na Delegacia do Adolescente, que deve analisar as imagens e dar sequência à investigação. A mãe também criticou a postura da escola, que, segundo ela, demorou cerca de 40 minutos para comunicar a família. “Disseram que estavam tentando resolver a situação. Mas isso não se resolve assim. Meu filho foi agredido e esse aluno já tinha histórico, inclusive com suspensão anterior”, disse.

Ainda conforme Janaína, a família do agressor entrou em contato oferecendo ajuda financeira, proposta que foi recusada. “Não quero dinheiro. Quero que medidas sejam tomadas. Não dá para normalizar isso”, afirmou.

Ela também buscou contato com academias ligadas às modalidades praticadas pelo adolescente. Um dos treinadores classificou o caso como inaceitável. Já outro estabelecimento afirmou que o comportamento não está de acordo com as técnicas ensinadas.

A mãe reforça que pretende levar o caso adiante. “Meu filho não é um agressor, ele se defendeu. E ainda tentam inverter a situação. Se a gente não fizer nada, o bullying vence”, concluiu.

A Polícia Civil confirma que investiga o caso, que está sob sigilo.

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