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86% dos curitibanos são a favor da internação involuntária de dependentes químicos

É o que aponta uma pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026 pelo Instituto Paraná Pesquisas
Atendimento em Curitiba a morador de rua ( Foto: Ricardo Marajó/FAS)
É o que aponta uma pesquisa de opinião pública realizada entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026 pelo Instituto Paraná Pesquisas

Redação Nosso Dia

27/01/26
às
7:36

- Atualizado há 1 minuto

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Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas aponta que 86% dos moradores de Curitiba são favoráveis à internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua quando há risco grave à própria vida ou à de terceiros. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026.

Segundo a sondagem, divulgada nesta terça-feira (27), outros 3,1% afirmaram que a medida depende da situação, 8,4% se posicionaram contra e 2,5% não souberam ou preferiram não opinar.

O tema ganhou destaque após a Prefeitura de Curitiba realizar, no dia 9 de janeiro, a primeira internação involuntária de uma pessoa em situação de rua. Segundo a Prefeitura, a paciente é uma mulher que apresentava quadro grave de desorientação e circulava entre veículos na Avenida Comendador Franco. De acordo com a equipe responsável pelo atendimento, ela estava intoxicada pelo uso de drogas ilícitas e colocava em risco a própria vida e a segurança de terceiros.

A internação ocorreu após a adoção de um novo protocolo pelo município, determinado pelo prefeito Eduardo Pimentel, que autoriza a medida mesmo sem o consentimento do dependente químico, desde que haja avaliação médica e respaldo legal.

De acordo com o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, 68,8% da população afirmaram ter conhecimento sobre o novo protocolo adotado pelo município, enquanto 31,2% disseram não ter ficado sabendo da determinação.

O apoio à medida é majoritário em praticamente todos os recortes analisados. Entre as mulheres, 87,8% se dizem favoráveis; entre os homens, o índice é de 83,9%. O maior apoio aparece entre pessoas com ensino fundamental e entre moradores com 60 anos ou mais. Entre entrevistados com ensino superior, a aprovação também permanece elevada, com 81,5%.

A pesquisa aponta ainda que 83,5% dos curitibanos acreditam que a internação involuntária pode contribuir para reduzir a quantidade de dependentes químicos em situação de rua na capital paranaense.

O levantamento também indica respaldo dos entrevistados à atuação do poder público em situações extremas. Para 89,4% dos entrevistados, o Estado deve intervir para proteger a vida da própria pessoa e de terceiros em casos de risco grave, mesmo sem o consentimento do indivíduo.

A pesquisa ouviu 802 moradores de Curitiba, tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.

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